MIOMA

ACOMPANHAMENTO PÓS EMBOLIZAÇÃO DE MIOMAS

Existe três principais objetivos para o acompanhamento pós embolização:

1. Prevenir complicações;
2. minimizar o desconforto do período pós-procedimento e
3. avaliar a efetividade de terapia.

Pós-procedimento imediato: o radiologista intervencionista monitora complicações inguinais do cateterismo ou reações medicamentosas da angiografia e faz uma avaliação das condições gerais da paciente depois do procedimento. O controle da dor é de grande importância nas horas que se seguem a embolização das artérias uterinas, sendo de responsabilidade do radiologista ou do ginecologista que acompanha o procedimento. Em todas as pacientes são administrados analgésicos endovenosos pós-procedimento. Todas recebem alta com uma prescrição de analgésicos orais (narcóticos e antiinflamatórios não hormonais).

Monitorização precoce pós-procedimento: esta fase geralmente está sob os cuidados do ginecologista e envolve história e exame físico dentro de uma semana do procedimento e após seis semanas, com o propósito de verificar sinais de infecção pélvica. Estes sinais incluem febre não resolvida ou crescente, calafrios, corrimento e dor pélvica. Se presentes, podem ser administrados antibióticos e a paciente encaminhada ao hospital dependendo da severidade dos sintomas e o grau de suspeita. Em pacientes que requerem readmissão deve-se levar em consideração exame de imagem da pélvis para diagnosticar piometria ou formação de abscesso. O abscesso pode ser tratado por drenagem guiada por imagem e antibióticos intravenosos, mas pode necessitar de tratamento cirúrgico inclusive uma histerectomia. Neste período o radiologista também acompanha a paciente, o acompanhamento da dor no período de uma semana é mais crítico necessitando suporte de pessoal especializado na equipe.

Acompanhamento a longo prazo: esta fase envolve o ginecologista e o radiologista. Assuntos importantes a se observar são sangramento, dor, alteração da menstruação ou outros sintomas. Geralmente, executa-se ultra-som ou ressonância nuclear magnética de seguimento com um mês e meio, três, seis e 12 meses, variando de entre os radiologistas, a fim de avaliar qualquer mudança no tamanho do útero ou aparecimento de miomas. Pode-se indicar a ressonância magnética para avaliar as várias camadas do útero e obter medidas precisas do tamanho uterino. O Radiologista Intervencionista deve estar presente no acompanhamento em todas as fases da pós embolização.