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INFORMATIVO

11/12/2019 Qual o impacto dos miomas uterinos na vida sexual das mulheres?

Os miomas uterinos são das patologias femininas mais frequentes, afetando mais de 60% das mulheres. A maioria dos miomas são assintomáticos, não interferem com a sexualidade e não necessitam de tratamento.

Contudo, os que são sintomáticos podem interferir de várias formas na sexualidade feminina, fundamentalmente por causarem desconforto pélvico ou por provocarem menstruações prolongadas e perda de sangue vaginal durante grande parte do ciclo menstrual.

Quando os miomas são causa de desconforto pélvico ou de dor, é frequente haver um agravamento com a atividade sexual, levando as mulheres a evitá-la.

Os miomas podem também diminuir a fertilidade, quer aumentando a dificuldade destas mulheres em engravidar quer, quando engravidam, sendo causa de abortos repetidos. Esta situação afeta a auto estima da mulher e a maneira como percepciona a sua sexualidade.

Esta interferência na vida sexual feminina, embora só ocorra numa pequena parte das mulheres com miomas, acaba por ser significativa devido ao grande número de mulheres com esta patologia. Nestas mulheres o tratamento é especialmente importante.

Durante muitos anos a histerectomia (cirurgia de remoção do útero) por via abdominal foi o tratamento mais frequente, e, ainda hoje, continua a ser. Contudo, existem alternativas cirúrgicas e médicas, que em muitos casos apresentam vantagens e devem ser ponderadas.

Os miomas que provocam menstruações aumentadas e prolongadas são, habitualmente, os que crescem para o interior do útero, chamados miomas submucosos. São uma minoria, visto que a maior parte dos miomas crescem dentro da parede uterina ou para o exterior do útero.

O que é e como é feita a embolização dos miomas uterinos?

A embolização é uma terapia minimamente invasiva, guiada por imagem, que evita a retirada do útero e tem um período de recuperação muito mais curto que o de cirurgias convencionais. Ela é realizada com anestesia peridural ou raquidiana, dispensa cortes e requer internação hospitalar de apenas um dia. Em uma semana a vida da paciente já pode voltar ao normal.

O procedimento é simples: as artérias que levam sangue aos miomas, estimulando-os a causar os sintomas de que falamos ali em cima, são obstruídas por meio de injeções de micropartículas de resina acrílica ou de polivinilálcool. Apesar dos nomes complicados, não há nenhum motivo para se preocupar: as substâncias são inofensivas para o organismo.

E o melhor: seu efeito é permanente. Os sintomas somem, o útero fica preservado, gestações podem ocorrer sem problemas no futuro e não é preciso fazer reaplicações das substâncias depois.

Fonte: https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/qual-o-impacto-dos-miomas-uterinos-na-vida-sexual-das-mulheres

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