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INFORMATIVO

13/01/2020 Mioma: como descobrir e tratar

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Nem sempre a presença desse tumor benigno causa desconfortos ou exige intervenção cirúrgica. Hoje é possível detectar, controlar e tratar o problema com precisão – e, o melhor, sem eliminar as chances de uma gravidez ou prejudicar o bebê

EMBOLIZAÇÃO: Testada na França no início dos anos 1990, a técnica já evoluiu bastante desde então. Um cateter introduzido pela artéria femoral, na virilha, alcança os vasos sanguíneos que nutremo tumor. Uma medicação é injetada para cortar a irrigação do nódulo. Assim, ele diminui. Essa é uma alternativa em casos de miomas múltiplos e difíceis de retirar. “Mas o procedimento pode comprometer também a vascularização uterina, por isso não é o ideal para mulheres que querem ter filhos”, avisa Fabiane.

Olhe ao redor. Você possivelmente conhece alguma mulher que tem ou já teve mioma, o tumor mais comum do sistema reprodutor feminino. Mas talvez nem você nem ela saibam disso ainda. Os miomas aparecem no útero de até 70% das mulheres em idade fértil, que vai da primeira menstruação à menopausa. A maioria não apresenta sintomas – e, nesse caso, realizar exames anualmente costuma ser suficiente para detectá-los e evitar complicações. Cerca de um terço delas, no entanto, sente incômodos como aumento do fluxo menstrual, sangramentos fora do período que chegam a causar anemia, cólica, sensação de peso no ventre, desconforto durante a relação sexual e crescimento do volume abdominal. Aí, sim, é necessário (e possível!) tratá-los. Esses nódulos formados por tecido muscular podem ser múltiplos e medirem de poucos milímetros a muitos centímetros. Embora sua origem ainda seja um mistério para a ciência, sabe-se que eles têm predileção por mulheres com histórico familiar e por afrodescendentes– a incidência é de três a nove vezes maior em negras do que em brancas. Também são alvo frequente aquelas entre 35 e 45 anos, especialmente as que não engravidaram. Não está claro o mecanismo exato por trás dessa relação, mas o fato é que é menos comum encontrá-los nos úteros que já geraram um bebê. A obesidade é outro fator de risco, já que o acúmulo de gordura está associado ao aumento de estrogênio em circulação. E miomas são tumores que se alimentamde hormônios. Eles dependem principalmente do estrogênio para crescer, e alguns possuem receptores para progesterona, explica Nilo Bozzini, chefe do ambulatório de mioma uterino do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Não à toa, muitos casos são acompanhados pela endometriose, outra doença hormono-dependente. Calcula-se que três em cada dez mulheres com mioma possuem algum foco de endometriose, o que reduz a possibilidade de uma gravidez. “Como fator isolado de infertilidade, o mioma corresponde a apenas 4% ou 5% dos casos”, informa Bozzini. Associado a outros problemas, esse percentual sobe para 15%.

GRAVIDEZ POSSÍVEL

Então, uma mulher que tem ou teve mioma pode engravidar? São muitas as variáveis, mas, sim, é possível. Aliás, ele não necessariamente deve ser extraído para que a gravidez ocorra de forma saudável. “O ideal é fazer um estudo para saber se pode prejudicar a gestação. Se for o caso, deve-se tratá-lo antes”, recomenda Michel Zelaquett, ginecologista e obstetra do Centro de Mioma (RJ). “Mas é importante ressaltar que esses tumores não causam deformidade no bebê nem doenças congênitas”, esclarece o médico. Acontece que, na gravidez, é preciso vigiá-los de muito perto para evitar riscos como aborto espontâneo e trabalho de parto prematuro. Como aumento da produção de hormônios, eles podem crescer nesse período, depois tendem a voltar. O diagnóstico é simples: ultrassonografia e ressonância magnética flagram os tumores, e o resultado pode ser confirmado com uma biopsia. A quantidade, o tamanho e sua localização no útero, além do perfil da mulher, ajudam a determinar quais medidas tomar. “É um tema difícil de estudar, porque cada caso é muito específico”, diz o ginecologista Marcos Messina, da Universidade de São Paulo, que pesquisa o assunto. A melhor forma de afastar o problema é se manter no peso e praticar atividade física regularmente. Não há como garantir que os miomas não vão aparecer. Mas, assim, você pelo menos faz a sua parte para deixar o útero – e o seu caminho – livre desses intrusos.

NÃO CONFUNDA: NEM CISTO NEM CÂNCER, MIOMAS SÃO TUMORES BENIGNOS

DE QUE TIPO SÃO?

Submucoso: Localizado dentro da cavidade uterina, é o que provoca mais sangramentos. Pode dificultar a implantação do embrião, causar infertilidade ou aumentar o risco de aborto.

Subseroso: Fica na parte externa do útero. O risco maior aqui não está relacionado à fertilidade, mas a pressionar órgãos vizinhos, como bexiga e intestino.

Intramural: Nasce na parede do útero. Também pode distorcer a cavidade uterina e provocar cólicas fortes.

Pediculado: É um mioma subseroso ou submucoso que permanece conectado ao útero por um pedículo, uma espécie de cordão que o nutre.

Fontes: Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

COMO TRATAR?

MEDICAMENTOS: São usados basicamente para controlar os sintomas. Antiinflamatórios amenizam as cólicas e remédios à base de hormônios podem funcionar no controle do fluxo menstrual. Os chamados análogos de GnRH, que provocam uma menopausa química, reduzem o volume dos miomas em até 40%. “Eles são indicados antes de cirurgias e no máximo por seis meses, para evitar efeitos como osteoporose e problemas cardiovasculares”, pondera a ginecologista Alessandra Badin, do Hospital Albert Einstein (SP).

MIOMECTOMIA: É a cirurgia de extração dos tumores. “Esse é o padrão ouro para preservar o útero e restabelecer a sua anatomia”, afirma Michel Zeloquett, do Centro de Mioma (RJ). Por isso, costuma ser a mais indicada para quem quer engravidar. Pode ser feita por laparotomia, por meio de um corte no abdômen, histeroscopia, via vaginal, ou por laparoscopia, comum pequeno corte na região do umbigo. A chance de engravidar depois da intervenção é de 40%.

EMBOLIZAÇÃO: Testada na França no início dos anos 1990, a técnica já evoluiu bastante desde então. Um cateter introduzido pela artéria femoral, na virilha, alcança os vasos sanguíneos que nutremo tumor. Uma medicação é injetada para cortar a irrigação do nódulo. Assim, ele diminui. Essa é uma alternativa em casos de miomas múltiplos e difíceis de retirar. “Mas o procedimento pode comprometer também a vascularização uterina, por isso não é o ideal para mulheres que querem ter filhos”, avisa Fabiane.

HIFU: O High Intense Focus Ultrassound é uma fusão do ultrassom de alta intensidade coma ressonância magnética. “Um feixe térmico de até 80 graus bombardeia o tumor”, explica o ginecologista Marcos Messina, que desde 2014 coordena pesquisas clínicas como Hifu
no Instituto do Câncer de São Paulo. “Os resultados até agora são positivos, mas eles ainda precisam ser avaliados para saber em que casos esse é o melhor tratamento para miomas”, conta.

HISTERECTOMIA: A cirurgia de remoção do útero é uma solução definitiva e recomendada se a mulher já se aproxima da menopausa e não tem intenção nenhuma de engravidar. Mas costuma ser uma decisão emocionalmente delicada. “Antes era mais comum, hoje existem outros tipos de tratamento. Procuro ser o mais preservadora possível do útero”, defende Fabiane Sabbag, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). Um novíssimo estudo da Universidade de Michigan (EUA) revela que um quinto das histerectomias ainda é feita sem necessidade.
https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Saude/noticia/2015/05/mioma-como-descobrir-e-tratar.html

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