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INFORMATIVO

15/09/2020 Causas da Infertilidade na Mulher
Causas da infertilidade na mulher

Idade da mulher, problemas anatômicos no útero, tubas ou ovários, desequilíbrios hormonais que afetam o ciclo menstrual, além da endometriose, são os fatores mais frequentemente relacionados à infertilidade nas mulheres. Outros problemas que diminuem a fecundidade feminina são a exposição à radiação ou a certos produtos químicos, o tabagismo e o peso (excessivamente acima ou abaixo do ideal).

Veja de que forma cada um desses fatores afeta a fertilidade e quais os tratamentos disponíveis na unidade.

Idade

A idade é o fator mais importante que afeta a fertilidade de uma mulher. À medida que a idade avança, aumentam as chances de aborto e diminuem as taxas de gravidez. Para se ter uma ideia, aos 25 anos, uma mulher tem 25% de chance de engravidar por mês. Essa percentagem começa a diminuir entre 33 e 34 anos de idade. Depois disso, o declínio é constante. Aos 40 anos, a chance de engravidar é menor que 5% por mês.

Apesar de os problemas clínicos irem aparecendo com o passar do tempo, não é essa a principal razão para a redução nas chances de gravidez com o avançar da idade. Os fatores mais importantes são o esgotamento da reserva ovariana da mulher e a qualidade dos óvulos.

As mulheres nascem com um número limitado de óvulos. À medida que os meses vão passando e os óvulos vão sendo liberados, esse número diminui progressivamente, até se acabarem, no período conhecido como menopausa.

Além de o número de óvulos decrescer, sabemos também que as chances de uma gravidez ocorrer após a ovulação diminuem com o passar dos anos, aumentando o risco de abortamento espontâneo e de malformações.

Mas o que fazer diante desses fatos?

Conhecer essa realidade é fundamental para que as mulheres possam planejar seu futuro reprodutivo, o que muitas vezes é deixado de lado na hora de fazer planos para a vida pessoal e profissional.

O ginecologista deve estar preocupado em pesquisar a reserva do ovário da mulher e a mulher deve seguir uma grande dica: tentar engravidar antes dos 35 anos, fase em que as probabilidades ainda estão trabalhando a favor de se conseguir uma gravidez espontânea e saudável. Se algo for necessário para ajudá-la a engravidar, o tratamento pode aumentar as chances.

Doença tubária e aderências pélvicas

As tubas uterinas (trompas de Falópio) são o local onde acontece o encontro do espermatozoide com o óvulo, permitindo a fertilização. Na sequência o embrião formado migra até o útero, onde vai se implantar e desenvolver. Quando as tubas ou os ovários estão bloqueados ou envolvidos por algum tecido cicatricial (aderências), a fertilização não ocorre ou o embrião formado dificilmente conseguirá chegar ao útero.

As causas mais comuns para a formação de aderências pélvicas ou doença tubária são as infecções, endometriose e cirurgias como apendicectomia ou laqueadura tubária. Existem algumas opções para o tratamento dos problemas tubários ou das aderências pélvicas.

Inicialmente, é importante salientar a necessidade de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Uma vez diagnosticada, o tratamento com antibióticos deve ser precoce, o que minimiza as chances de complicações que causariam as obstruções tubárias.

Quando já existem aderências ou obstrução das tubas, o objetivo do tratamento é restabelecer a fertilidade do casal. A videolaparoscopia é um procedimento cirúrgico que, além de diagnosticar, trata o problema, restabelecendo a anatomia normal das tubas uterinas, liberando-as de aderências e possivelmente desobstruindo-as.

O grande desenvolvimento do equipamento cirúrgico – incluindo novas câmeras 3D, pinças mais delicadas e mesmo inovações como a cirurgia robótica – tem permitido solucionar boa parte dos problemas relacionados à obstrução das tubas e aderências em torno dos ovários. No entanto, em muitos casos, o problema tubário não pode ser corrigido e é necessário utilizar técnicas como a fertilização in vitro (FIV) para se conseguir obter a gravidez.

Endometriose

A relação entre endometriose e infertilidade está baseada em grandes estudos populacionais comparando a prevalência da endometriose em mulheres férteis e inférteis e em relatos sobre o restabelecimento da fertilidade após o tratamento dessa patologia.

A endometriose é muito mais frequente em mulheres inférteis (40% a 60%) do que nas mulheres que já engravidaram (1% a 5%).

Miomas e pólipos

Pólipos endometriais e miomas são tumores benignos do útero. No caso dos pólipos e de certos tipos de miomas (chamados de submucosos), ocorre uma alteração da anatomia normal da cavidade endometrial (local onde ocorre normalmente a implantação embrionária) e, com isso, há uma dificuldade para que o embrião se implante. Nesses casos a melhor opção é uma cirurgia chamada histeroscopia, que permite a retirada apenas dos pólipos e miomas, preservando o útero e normalizando a anatomia da cavidade endometrial, restabelecendo, assim, as chances de gravidez.

A Viamed é uma empresa especializada no tratamento e embolização de miomas.

Disfunção ovulatória

As disfunções ovulatórias normalmente resultam de deficiências hormonais e do processo do envelhecimento do ovário, como mencionado. Algumas mulheres ficam sem menstruar. Outras, apesar de menstruar, enfrentam falhas no processo de ovulação. Algumas formas de disfunção ovulatória são:

  • Insuficiência ovariana prematura – A menopausa, que geralmente ocorre após várias décadas de ciclos menstruais, nada mais é que o esgotamento natural da reserva ovariana. A falência ovariana prematura ou menopausa precoce pode ser causada pela exposição a certos produtos químicos, quimioterapia e radioterapia para tratamento do câncer. Pode resultar também de outras condições que afetam os ovários, como cistos ou endometriose, ou de doenças genéticas e imunológicas.
  • Síndrome dos ovários policísticos – Caracteriza-se por ciclos menstruais com intervalos extremamente longos associados a sintomas como acne, oleosidade de pele e crescimento exacerbado de pelos no corpo. É uma das maiores causas de falta de ovulação (anovulação).
  • Hiperprolactinemia – Trata-se do aumento dos níveis sanguíneos da prolactina, hormônio relacionado à lactação. A hipófise, glândula localizada abaixo do cérebro que regula todos os hormônios produzidos pelo organismo, produz prolactina sem que a mulher esteja no puerpério e amamentando. Isso acaba atrapalhando a secreção de outros hormônios, inibindo a ovulação. Essa secreção inapropriada pode ocorrer com o uso de certas medicações, estresse ou mesmo ser causada por tumores da hipófise.

Existem muitos tipos de tratamento para as disfunções ovulatórias. De forma resumida, devemos tratar as causas da dificuldade de ovulação ou utilizar medicamentos que estimulem os ovários a ovular (indutores de ovulação). Esses indutores podem ser administrados por via oral ou injetável (intramuscular ou subcutânea).​

Fonte: https://hospitalsiriolibanes.org.br/unidades/itaim/reproducao-assistida/Paginas/causas-da-infertilidade-na-mulher.aspx

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