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INFORMATIVO

15/10/2020 EMBOLIZAÇÃO DA ARTÉRIA UTERINA

A embolização é uma técnica de radiologia intervencionista aplicada clinicamente desde a década de 60, consistindo basicamente, na obliteração intencional de um vaso em uma determinada região anatômica. Esta técnica minimamente invasiva tem sido empregada ao longo dos anos para correção de numerosas situações clínicas como sangramentos, aneurismas, malformações vasculares, tumores, etc1 (D).

Para isto, um cateter é introduzido no sistema vascular e, por meio de orientação fluoroscópica, é conduzido até o local onde se deseja ocluir o fluxo vascular2 (D). Na área ginecológica, a técnica de embolização vem sendo empregada na abordagem terapêutica de vários tipos de situações hemorrágicas como as observadas em pós-parto, alterações placentárias, malformações vasculares da pelve, pós-operatório de intervenções ginecológicas, tumores malignos etc3-5(C).

Técnica de embolização

O procedimento se inicia com a confecção do acesso ao espaço endovascular, através de punção percutânea, geralmente na femoral comum. Os cateteres e fios-guia são escolhidos a fim de se atingir o local desejado e estudos angiográficos são feitos para um adequado entendimento da patologia e dos vasos envolvidos. Artérias mais tortuosas e distais podem ser alcançadas com microcateteres e microguias específicos. É importante ter em mente que nem todos os agentes embolizantes podem ser utilizados através dos microcateteres.

Há um grande número de agentes embolizantes com diferentes características e empregabilidade, sendo fundamental o conhecimento do objetivo desejado. Uma oclusão proximal diante de um tumor ou fístula arteriovenosa não levará a isquemia tumoral ou a oclusão da fístula, que serão nutridos por colaterais, além de bloquear o acesso para uma embolização efetiva. Por outro lado, quando a necessidade é de uma oclusão rápida com preservação da circulação colateral, como nos traumas pélvicos, a embolização proximal é uma alternativa.

O nível da embolização, proximal ou distal, é definido de acordo com o tamanho do agente utilizado. Quanto maior, mais proximal será a oclusão da artéria e maior a possibilidade de circulação colateral. Os agentes menores e, mais ainda, os líquidos, penetram mais distalmente e levam a uma isquemia mais severa. A escolha dos materiais para o tratamento é definida pelo tipo de tratamento indicado. No caso da EMUT (embolização do mioma uterino sintomático) o procedimento consiste em avaliação angiográfica seguido da embolização per se. Utilizam-se cateteres não seletivos, como o pigtail para o estudo panorâmico da aorta e ilíacas, cateteres seletivos, como o cateter

Cobra com curva II 5 Fr ou cateteres com curva pré-formada, ponta hidrofílica, adaptados para o cateterismo seletivo da artéria ilíaca interna e uterina e ainda, microcateteres para prevenção de espasmos vasculares. No tratamento do mioma uterino, a escolha do agente embolizante é importante, pois a opção por agentes temporários resultará em recidiva da doença. Os agentes definitivos conhecidos e com menor repercussão inflamatória parecem ser as microesferas, podendo estas ser de acrílico ou com núcleo de hidrogel.

As mais utilizadas são de 500 a 700 e de 700 a 9000 micra, sendo possível, algumas vezes, associar agentes de menor e maior calibre no mesmo procedimento.

A Viamed é uma empresa especializada no tratamento e embolização de miomas.

Objetivos

Apresentar o papel da embolização da artéria uterina no tratamento do leiomioma uterino sintomático e adenomiose. Apresentar também as evidências existentes sobre o desejo reprodutivo futuro em pacientes submetidas à embolização bem como o impacto deste procedimento sobre a fertilidade.

Benefícios da embolização da artéria uterina: aumento na melhora dos sintomas, escores de qualidade de vida e retorno precoce às atividades habituais, em comparação à histerectomia ou miomectomia, em seguimento variando de 8 meses a 5 anos. Redução no tempo de internação, na necessidade de histerectomia e no número de complicações quando comparado à histerectomia.

Fonte: Estudo Completo sobre Embolização de Mioma – ANS – Autores diversos

http://www.ans.gov.br/images/stories/Plano_de_saude_e_Operadoras/Area_do_consumidor/Estudo_AMB_EAU_completo.pdf

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