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INFORMATIVO

10/03/2021 Mulheres têm alternativa menos invasiva para tratar miomas uterinos

Embolização das artérias pode preservar órgão reprodutor para eventual gestação

Como muitas brasileiras, Maria terminou a faculdade, entrou no mercado de trabalho e casou depois dos 30.  Após dois anos de matrimônio, ela e o marido decidiram engravidar. Mas o bebê não chegava. Ao investigar o que estava acontecendo, descobriu ter um mioma que ocupava a cavidade interna do útero e precisava ser retirado. “Vou poder ter filhos?”, pensou a jovem.

Maria é uma personagem fictícia, mas, na vida real, miomas associados à disfunção reprodutiva estão presentes na vida de 5% a 10% das mulheres. Como única causa de infertilidade eles ocorrem em apenas 1% a 3% dos casos. Estudos ainda mostram que cerca de 75% das pacientes com mioma são assintomáticas, mas quem tem um do tipo submucoso (dentro do útero e com mais de 5cm) ou do tipo intramural (que fica na parede do órgão e o distorce) também pode sofrer com abortamentos de repetição ou sintomas importantes, como o aumento do abdome e sangramento menstrual intenso.

Para tentar conservar o útero, a Santa Casa de Maceió passou a empregar a embolização das artérias uterinas. O método endovascular é um cateterismo seletivo das artérias do órgão e que tem se estabelecido como uma opção eficaz, segura e minimamente invasiva. Realizada pelo Serviço Avançado de Cirurgia Vascular e Endovascular da Santa Casa de Maceió (SAVE), é uma técnica de exceção, mas que pode ser usada nos casos de miomas muito volumosos e numerosos.

“A maior parte das meninas não querem casar aos 18 anos, nem ter filho muito cedo. Então é natural que as mulheres de classe média deixem para formar uma família cada vez mais tarde. Porém, é muito comum que pacientes acima dos 30 anos tenham mioma e o tratamento, normalmente, é a histerectomia, ou seja, a retirada do útero. O tratamento endovascular é uma maneira que temos de, teoricamente, tratar a doença e preservar o órgão para uma eventual gestação. Além de evitar uma cirurgia maior, com a abertura do abdômen e retirar um órgão e tudo o que tem ali. Com o procedimento endovascular a arquitetura da pelve é preservada”, explica Bruno Freitas, chefe do Serviço.

Para tentar conservar o útero, a Santa Casa de Maceió passou a empregar a embolização das artérias uterinas. O método endovascular é um cateterismo seletivo das artérias do órgão e que tem se estabelecido como uma opção eficaz, segura e minimamente invasiva. Realizada pelo Serviço Avançado de Cirurgia Vascular e Endovascular da Santa Casa de Maceió (SAVE), é uma técnica de exceção, mas que pode ser usada nos casos de miomas muito volumosos e numerosos.

Diferente da histerectomia (cirurgia conhecida por laparotomia), a embolização dos miomas é um procedimento minimamente invasivo feito por meio da introdução de um fino cateter (2 mm de diâmetro) pela virilha da paciente. Ele vai identificar as artérias que irrigam os tumores benignos, obstruindo-os e fazendo com eles, progressivamente, murchem, preservando o órgão.

“É comum que a paciente sinta dor nas primeiras 24 horas, mas isso é administrado com analgésicos. A recuperação é mais rápida e o alívio dos sintomas pode ser notado já no primeiro ciclo menstrual. Já as alterações volumétricas do órgão serão detectadas após o terceiro mês”, finalizou o especialista.

Fonte: Mulheres têm alternativa menos invasiva para tratar miomas uterinos – Alagoas 24 Horas: Líder em Notícias On-line de Alagoas

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