Informativo

VASCULAR
Tratamento de mioma uterino

Os miomas uterinos representam o mais comum tumor pélvico em mulheres, com prevalência de 20 a 40% ao redor dos 35 anos. A histerectomia tem sido tradicionalmente o tratamento primário para o leiomioma uterino em pacientes com prole constituída. Nos EUA, um terço de todas as histerectomias tem como indicação específica esta doença.

Em mulheres que desejam preservar a fertilidade, a miomectomia (endoscópica ou laparotômica) é considerada o tratamento de escolha. Verifica-se algumas controvérsias sobre a morbidade deste procedimento e estudos relatam que múltiplos miomas estão associados com aumento do sangramento durante a cirurgia, estendendo-se assim o tempo cirúrgico, dor no pós-operatório e dias de internação.

A literatura demonstra que uma boa parte das mulheres submetidas a tratamento do mioma uterina prefeririam outro tipo de procedimento que não a histerectomia. Apesar deste procedimento proporcionar resolução completa dos sintomas, muitas pacientes estão pouco dispostas a assumir os riscos, o desconforto e a perda inevitável do potencial de gravidez, e mesmo aquelas que não desejam gestar podem reclamar de uma sensação de vazio após a remoção do útero. Essas considerações incitaram a procura de tratamentos menos invasivos para esta patologia.

A embolização de artéria uterina surge como método não cirúrgico altamente efetivo no tratamento de hemorragia pélvica aguda e crônica, e em citações clínicas diversas: hemorragia pós-parto; gravidez ectópica; trauma; hemorragias relacionadas com neoplasia; malformações artéria-venosas. Recentemente, iniciou-se a aplicaçãoda embolização com tratamento alternativo para o leiomioma uterino, recebendo atenção especial como uma maneira de reduzir o número de histerectomias.

EMBOLIZAÇÃO

A embolização é a oclusão dos vasos, visando diminuir a vascularização de uma região. Atualmente, há várias maneiras de ocluir um leito vascular causando isquemia parcial ou completa, permanente ou temporária, de acordo com a necessidade. Trata-se de procedimento utilizado em várias patologias como traumatismo, fístulas artério venosas, varizes esofágicas, úlceras gastro duodenais, pseudo-aneurismas, tumores hepáticos, renais, ósseos e metastáticos, malformações artério venosas, varicocele, varizes pélvicas, hemoptise e sangramentos em geral, desde a cavidade nasal até o segmento colo retal.

Quando escolher a embolização?

Avaliação do Ginecologista
A preocupação inicial para a realização do procedimento, deve ser o esclarecimento da paciente que tenha indicação de histerectomia e esteja buscando uma opção não cirúrgica. Entretanto, a avaliação pode revelar que estas pacientes não são candidatas adequadas para embolização, considerando fundamentalmente a avaliação e o consentimento do ginecologista que a acompanha.

Algumas questões básicas devem ser respondidas:

1. A paciente tem sintomas diretamente relacionados à presença do mioma uterino?
A queixa mais comum relacionada à suspeita da presença de mioma uterino é o desenvolvimento de ciclos hipermenorrágicos, dor pélvica e sintomas urinários compressivos. Uma anamnese cuidadosa demonstra freqüentemente sintomas típicos e sugerindo o diagnóstico; o exame físico freqüentemente mostra o aumento do útero ou efeito de massa pélvica.

2. Há necessidade de qualquer tratamento invasivo para os miomas?
Pacientes com miomas uterinos são classificadas facilmente como sintomáticas ou assintomáticas. Em pacientes sintomáticas, a decisão pela indicação do tratamento depende de uma discussão precisa dos riscos e benefícios, das várias modalidades terapêuticas e o grau de incapacitação física e/ou psicológica. Nesta consideração, é importante notar que mais pacientes podem optar por tratar dos miomas com técnicas menos invasivas atualmente disponíveis, inclusive a embolização. Conseqüentemente, o médico ginecologista deve estar familiarizado com as vantagens, desvantagens e resultados associados a cada modalidade de tratamento.

3. A paciente deseja gravidez futura?
Embora a maioria das pacientes com miomas uterino não desejem nova gravidez, existe um grupo de pacientes para as quais esta questão tem um papel principal na decisão do tratamento. Atualmente, a miomectomia é o tratamento invasivo de escolha nesses casos, mas não é uma opção de tratamento ideal.

A embolização pode representar excelente opção terapêutica de preservação uterina nesta colocação, devendo-se levar em conta se a desvascularização uterina pode ou não afetar a capacidade de conceber e suportar novas gravidezes a termo. Deve-se informar às candidatas à embolização sobre a possibilidade de infertilidade, uma vez que existem relatos de casos de histerectomia após o procedimento devido a complicações.

Além disto, a insuficiência ovariana precoce é, pelo menos teoricamente, uma complicação possível da embolização da artéria uterina, se ocorrer a embolização não desejada do ovário. Esta complicação ocorre em 1% a 2% das pacientes.

4. A paciente tem outras condições médicas ginecológicas ou não-ginecológicas que poderiam predispor a complicações específicas da embolização ou tratamentos cirúrgicos?
Embora a histerectomia seja o tratamento de escolha em pacientes com sintomas do mioma na pós-menopausa, mulheres desta idade, podem apresentar problemas médicos que tornam as opções cirúrgicas menos desejáveis por aumento do risco de complicações. São fatores como doença cardiovascular, doença pulmonar obstrutiva crônica, ou cirurgia pélvica anterior, favorecendo a indicação da embolização. Por outro lado pacientes com salpingite crônica ou endometrite têm teoricamente maiores chances de desenvolver infecção pós-embolização, que pode ser agressiva nos tecidos desvascularizados. Outras restrições a serem notadas referem-se a pacientes com desordens de coagulação, insuficiência renal e alergia a contraste.

Além disto, pacientes com história de infertilidade podem não ser candidatas ideais para embolização, embora estudos futuros possam aprovar o procedimento em casos onde os miomas são a causa da infertilidade.

5. A paciente tem outras razões específicas para não querer a histerectomia?
Há várias outras razões pelas quais as pacientes optariam pelos tratamentos minimamente invasivos. Os mais comuns são aversão forte aos riscos, desconforto pós-operatório e período de recuperação associado à cirurgia e o desejo simples de manter o útero intacto.

Embora existam algumas situações onde uma modalidade de tratamento específica é claramente superior, na maioria dos casos é importante valorizar os desejos da paciente de tomar decisões sobre o tratamento.

Chegando a uma decisão final, é importante que as pacientes estejam cientes que tratamentos de não histerectomia têm uma taxa de fracasso inerente, e os sintomas podem reaparecer após a miomectomia ou a embolização. Vale a pena ressaltar às pacientes candidatas a embolização que o risco da histerectomia está presente, nos casos em que ocorrem complicações infecciosas.

Orientação ao paciente

Ocasionalmente, no contato com pacientes candidatas a embolização, podemos ser confrontados com uma situação em que a paciente vem com uma indicação prévea de histerectomia recomendada pelo seu ginecologista. Nesses casos, é importante que o radiologista intervencionista esteja familiarizado com as várias indicações para histerectomia em pacientes com mioma, e perceber que as razões da recomendação feita pelo ginecologista podem ser baseadas em parte pela presença do mioma e também por outros fatores não adequadamente entendidos pela paciente.

Sempre que possível, a direta comunicação com o médico que acompanha a paciente ajudará indubitavelmente a resolver muitos destes conflitos aparentes.

Exames complementares

Ultra-som endovaginal - excelente método de visualização de miomas uterinos; quando combinado com ultra-som pélvico pode fornecer medidas seguras do tamanho uterino e dimensões do mioma;

Localização sonográfica do mioma dominante individual - pode guiar a decisão sobre a indicação da histeroscopia, laparoscopia ou abordagem aberta para miomectomia, sendo também um dado crítico na avaliação do sucesso do tratamento intervencionista;

Ressonância nuclear magnética – bastante citada na literatura pela precisão na localização do mioma, assim como sua mensuração;

Biópsia endometrial - pode ser importante para estabelecer o diagnóstico diferencial da hemorragia uterina. Se a biópsia ou o ultra-som revelar uma fonte potencial de sangramento sem relação com os miomas, o paciente não deverá ser submetido a embolização;

Em algumas situações a histerectomia representa uma opção aceitável ou até mesmo necessária na presença do mioma, sendo as mais importantes a suspeita de degeneração sarcomatosa do leiomioma ou do endométrio e o carcinoma cervical ou ovariano.

Embolização - Técnica e Materiais Utilizados

A embolização é realizada em uma sala de angiografia, (no nosso caso um aparelho com subtração digital) com cuidados de assepsia e anti-sepsia rigorosos.

Utilizamos uma anestesia local na região inguinal, associada a sedação consciente da paciente. Realizamos então a punção da artéria femoral comum e a passagem de uma bainha por onde se introduz os cateteres.

Com o auxilio de fios guias e contrate, (no nosso caso utilizamos apenas contrate não iônico por apresentar menor rico ao paciente) introduzimos o catetere seletivamente na artéria uterina a partir daí realizamos a liberação de materiais de embolização que promovem a oclusão das artérias que irrigam o mioma, este procedimento é realizado nas duas artérias uterinas, direita e esquerda.

Os materiais mais para a embolização são as partículas de PVA (Álcool Polivinílico) que são fornecidos em diversos tamanhos de 100 a 1000 micras e Gelatina hemostática (Gelfoam), estes são liberados para o fluxo levados para a circulação terminal.

Analgesia

No pós-operatório a dor é a complicação mais freqüente, ela é intensa e inicia logo a pós o procedimento durando em torno de 24 horas, requer cuidados intensivos no seu controle. Diversos esquemas para analgesia podem ser realizados, alguns autores utilizam anestesia peridural com cateter mantido por aproximadamente seis horas, alguns autores utilizam antiinflamatórios antes e durante o procedimento, e analgésicos potentes intramusculares após o procedimento, outros utilizam esquema de analgesia com uma bomba de infusão controlada pela própria paciente conhecida como PCA. De qualquer forma o controle da analgesia é uma preocupação constante e quase sempre presente. Neste período a paciente permanece internada (24 a 48 horas).

Acompanhamento clínico das pacientes pós embolização tem três objetivos principais:

• Prevenir complicações;
• Minimizar o desconforto do período pós-procedimento e
• Avaliar a efetividade de terapia.

Pós-procedimento imediato: o radiologista intervencionista monitora complicações inguinais do cateterismo ou reações medicamentosas da angiografia e faz uma avaliação das condições gerais da paciente depois do procedimento. O controle da dor é de grande importância nas horas que se seguem a embolização das artérias uterinas. Em todas as pacientes são administrados analgésicos endovenosos pós-procedimento. Todas recebem alta com uma prescrição de analgésicos orais (narcóticos e antiinflamatórios não hormonais).

Monitorização precoce pós-procedimento: esta fase geralmente está sob os cuidados do ginecologista e envolve história e exame físico dentro de uma semana do procedimento e após seis semanas, com o propósito de verificar sinais de infecção pélvica. Estes sinais incluem febre não resolvida ou crescente, calafrios, corrimento e dor pélvica. Se presentes, podem ser administrados antibióticos e a paciente encaminhada ao hospital dependendo da severidade dos sintomas e o grau de suspeita. Em pacientes que requerem readmissão deve-se levar em consideração exame de imagem da pélvis para diagnosticar piometria ou formação de abscesso. O abscesso pode ser tratado por drenagem guiada por imagem e antibióticos intravenosos, mas pode necessitar de tratamento cirúrgico inclusive uma histerectomia.

Acompanhamento a longo prazo: esta fase envolve o ginecologista e o radiologista. Assuntos importantes a se observar são sangramento, dor, alteração da menstruação ou outros sintomas. Geralmente, executa-se ultra-som de seguimento com um mês e meio, três, seis e 12 meses, a fim de avaliar qualquer mudança no tamanho do útero ou aparecimento de miomas. Pode-se indicar a ressonância magnética para avaliar as várias camadas do útero e obter medidas precisas do tamanho uterino.

Histórico

1968 – Newton e Doppman, separadamente, descrevem o primeiro procedimento de embolização de angiomas vertebrais. Posteriormente, vários grupos passaram a utilizar a embolização para o tratamento de hemorragias, principalmente as do trato digestivo.

1979 - Heaston descreve o uso da embolização arterial para tratamento de hemorragia pós-parto. Neste caso, a histerectomia e a ligadura da artéria ilíaca interna não foram suficientes para tratar a hemorragia, que cessou imediatamente após a embolização de um ramo vaginal da artéria pudenda interna esquerda com Gelfoam.

Oliver e Lance descreveram um caso de sangramento vaginal severo que foi refratário a cinco intervenções cirúrgicas tratadas com sucesso com embolização com Gelfoam.

Sucessivamente, outros autores descreveram o sucesso da embolização em casos de gravidez ectópica e malformações artério-venosas, além das embolizações profiláticas em casos obstétricos de alto risco de sangramento, como placenta prévia, com diminuição significativa da perda sanguínea.

1994 - Em Paris, Ravina e colaboradores notificaram a redução do mioma uterino em pacientes submetidas a embolizações por sangramento agudo, com excelentes resultados. Em seu estudo, 31 pacientes diminuíram o sangramento no intra-operatório e as demais reduziram significativamente os seus sintomas após a embolização, levando a postergar a cirurgia ou até mesmo cancelá-la.

Assim, surgiu a proposta pioneira do dr. Jacques Ravina da embolização terapêutica para leiomioma uterino com falha no tratamento clínico, como alternativa para a miomectomia.

1998 - Numa revisão literária, Goodwin identificou 49 casos de embolização por cateterismo para controle de sangramento pós-parto, com sucesso de 100% nestes casos.

Ravina e colaboradores, desde o início de seus estudos, realizaram mais de 100 procedimentos.

A taxa de sucesso clínico da rede mundial tem sido aproximadamente 85% em todos os casos realizados.

Mais informações em : www.yokoyama.com.br

Varizes - Tratamento por Dr.Claudio Yokoyama
Mioma do utero - Tratamento por embolização
Jornal Informativo VIAMED - outubro 2012  MIOMA
Mioma do utero - Embolização
Trombose Venosa - Dr Claudio Yokoyama
Tratamento de mioma de útero sem cirúrgia

O mioma nada mais é que um tumor benigno (não canceroso) que se desenvolve na camada muscular do útero e acomete mulheres já a partir de 25 anos; porém, somente ¼ das mulheres portadoras de mioma desenvolvem sintomas, sendo os principais: sangramento menstrual prolongado e abundante (ás vezes com eliminação de coágulos), anemia, cólicas menstruais intenas, sensação de peso no baixo ventre, vontade constante de urinar com sençação de pressão na bexiga , dor lombar,dor nas relações sexuais, pressão no intestino (com constipação), aumento do volume abdominal, abortamento e o pior deles, a infertilidade.

O diagnóstico se faz, inicialmente, por meio de exame físico simples com o ginecologista que confirmará a presença, ou não, de mioma através de uma ultrasonografia.

Até bem pouco tempo, o único tratamento conhecido para o mioma era a cirurgia, ou seja, a retirada total ou parcial do útero (histerectomia). Atualmente, existem técnicas vídeo-endocóspicas que possibilitam a retirada exclusiva do mioma, mas para isso o tumor deverá estar localizado numa camada superficial do útero; entretanto, os miomas volumosos ou numerosos (múltiplos) e internos (intramurais) só são retirados, em sua grande parte, com a remoção também do útero.

De uma certa forma, a cirurgia resolve o problema, mas de maneira radical pois, na franca maioria das vezes, o útero é completamente extirpado.

No caso de mulheres acima de 50 anos, a cirurgia era considerada a melhor escolha já que ela não mais está em idade fértil, porém, além das complicações que podem aparecer devido ao ato operatório (ex: problemas, infecção, hemorragia, dores, aderências, diminuição na vida média da função ovariana, distúrbio sexuais, tromboses, etc.) a histerectomia leva a mulher a uma sensação de “vazio” pélvico afetando, inclusive, seu bem estar psicológico e sua feminidade.

Já em mulheres jovens, ainda em idade fértil (entre 30 e 40 anos), a cirurgia se apresenta como resolução terapêutica extrema, muitas vezes com a perda inevitável do potencial de gravidez já que grande parte de mulheres jovens inférteis assim o é em decorrência justamente de pequenos miomas que impedem a estabilização do ovo (embrião) nas paredes uterinas, provocando perda do mesmo.

Também devemos salientar que o colo do útero é coadjuvante na lubrificação vaginal e na liberação das endorfinas importantes para o orgasmo, daí a preocupação com a preservação deste importatnte órgão.

A partir de 1994, preocupado com o crescente número de histerectomias na Europa e américa do Norte (só para ter idéia, nos EUA, de cada 03 mulheres com 60 anos, uma já foi submetida á retirada radical do útero...) um médico francês chamado Raviná começou a buscar menos extremistas para o tratamento do sangramento relacionado ao mioma; ele iniciou testes envolvendo o cateterismo seletivo para embolização (sub-oclusão) dos vasos (artérias de pequeno calibre) que nutrem o útero e, conseqüentemente, os miomas que nele localizados.

Após 100 casos realizados, sua taxa de sucesso foi de 85%. Atualmente, pesquisadores norte-americanos estão descrevendo inúmeros estudos envolvendo essa técnica com ótimos resultados. No Brasil, desde 1.999, vários especialistas estão se dedicando a embolização seletiva da artéria uterina no caso de miomas e sangramento, sendo um dos principais destaques o Prof. Dr. Claudio Yokoyama, de São Paulo, que possui uma das maiores casuísticas do país. www.yokoyama.com.br

A técnica da embolização em si, comparada a cirurgia, é muito mais simples e seus riscos bem melhores; após anestesia local, ou bloqueioperidural, um pequeno furo é feito na virilha da paciente (por agulha especial) e por ele é introduzido um fino tubo (cateter) que é conduzido até a artéria uterina distal; estando o cateter lá posicionado, o médico (angioradiologista) injeta por este tubo micro-partículas (PVA ou Embosferas) que irão provocar a oclusão parcial dos vasos distais que nutrem a região do útero onde está o mioma e, com isso, o aporte de sangue diminui ocorrendo uma redução considerável do tamanho do útero e, conseqüentemente, do mioma. Todo o procedimento leva, em média, de 30 a 50 minutos de duração com internação de 24 a 48 horas, sendo que a mulher estará apta a retornar às suas atividades profissionais em 05 a 07 dias, deixando o hospital somente com um pequeno furo na virilha.

Já há 2 anos tenho trabalhado semanalmente com o Dr. Yokoyama e os resultados terapêuticos parecem bem satisfatórios.Algumas das jovens pacientes que se submeteram a embolização, antes inférteis devido a miomatose múltipla, já conseguiram engravidar.

Por fim, quero deixar claro que não se trata de técnica milagrosa e tam-pouco de procedimento substitutivo para a cirurgia de retirada do útero. Trata-se, sim, de um novo conceito no tratamento da miomatose uterina, bem menos agressivo para mulheres na menopausa e, no caso de mulheres inférteis, uma alternativa viável para conseguirem uma gravidez.

SERVIÇO
Dr. Arthur Camara Leal Cardenaz
Angioradiologista e cirurgião vascular
CRM mg27.485t
Pouso Alegre - MG
Clínica Nossa Senhora de Fátima
(35) 3422-2903 consultório

Perguntas e respostas sobre tratamento de vasos e varizes

1) Os Resultados são permanentes?
Os vasos e varizes eliminadas não voltam, O paciente depois do procedimento deve fazer prevenção orientada pelo seu médico caso contrário outros vasos podem aparecer.

2) O Tratamento com laser tem dor?
O procedimento é um pouco dolorido, a cada ação do Laser sente-se como uma picada por uma fração de segundo, alguns pacientes não precisam de anestesia local, outros pacientes já com maior sensibilidade preferem um analgésico. Após o procedimento uma pequena ardência permanece por algumas horas, resfriar o local pode anular a ardência.

3) Quantas vezes são necessárias?
Na maioria dos casos apenas uma sessão com o Laser pode resolver. Cada paciente responde diferentemente ao tratamento, dependendo do tamanho e localização dos Vasos o tratamento pode ser levado a três sessões ou mais, nos casos das Grandes Varizes, pode ser necessário o tratamento por Endolaser (veja tratamento por EVLT).

4) Todos os casos de Vasos e Varizes podem ser tratados com Laser?
Não são todos os casos que podem ser tratados com Laser, consulte seu médico para a precisa indicação.

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Como funciona o Laser no tratamento Vascular Estético

O comprimento de onda tem uma alta absorção pelos pigmentos escuros, aproveitando seu efeito sobre pigmentos fisiológicos como a melanina e a hemoglobina. Por este motivo é uma ferramenta útil para trabalhar através do princípio da fototermólise seletiva, na eliminação de manchas, lesões pigmentares, pêlo indesejado, etc.

Este processo mescla a absorção seletiva de um pulso de luz intenso a um comprimento de onda que:
Seja preferencialmente absorvida pelo objetivo desejado e não pelos tecidos ao redor.
Penetre profundamente na pele para alcançar os focos de inativação dentro do objetivo.

Devido a sua absorção pelos pigmentos escuros, a energia laser é seletivamente absorvida pela melanina causando um dano térmico.

No caso da depilação, danifica-se o bulbo e o folículo piloso.

Desta maneira com uma dose, impede-se ou elimina-se o crescimento do pêlo, utilizando o comprimento de onda apropriado. No caso da depilação, danifica-se o bulbo e o folículo piloso.

Desta maneira com uma dose, impede-se ou elimina-se o crescimento do pêlo, utilizando o comprimento de onda apropriado.

Telangectasias
As lesões VASCULATES tanto quanto as lesões pigmentadas que a priori são consideradas problemas estéticos, causam um profundo efeito negativo nas pessoas de ambos os sexos. O laser é uma ferramenta de alta precisão .

A energia do laser penetra na pele em direção as capas mais profundas, até uns 3mm abaixo da epiderme e, graças a seu software especialmente desenhado, possui flexibilidade para selecionar a dose apropriada para cada tratamento. Esta surge da combinação de um pulso tão largo para coagular com outro suficientemente curto para não danificar a epiderme. Tudo isto somado à potência ideal.

A dose que penetra no tecido subcutâneo com pouca dispersão, permite o aquecimento efetivo da lesão, trabalhando sob o princípio de fototermólise seletiva. Por seu comprimento de onda, a luz laser é absorvida e coagula as telangectasias e outras lesões vasculares de tonalidade escura.

O LASER tem uma excelente absorção pela hemoglobina, o que assegura uma perfeita interação com os vasos sanguíneos.

Mais informações em: www.yokoyama.com.br

Mecanismos de ação na Estética

O comprimento de onda de 810 / 980 nm tem uma alta absorção pelos pigmentos escuros, aproveitando seu efeito sobre pigmentos fisiológicos como a melanina e a hemoglobina.

Por este motivo é uma ferramenta útil para trabalhar através do princípio da fototermólise seletiva, na eliminação de manchas, lesões pigmentares, pêlo indesejado, etc.

Este processo mescla a absorção seletiva de um pulso de luz intenso a um comprimento de onda que:
o Seja preferencialmente absorvida pelo objetivo desejado e não pelos tecidos ao redor,
o Penetre profundamente na pele para alcançar os focos de inativação dentro do objetivo.

Devido a sua absorção pelos pigmentos escuros, a energia laser é seletivamente absorvida pela melanina causando um dano térmico. No caso da depilação, danifica-se o bulbo e o folículo piloso.

Desta maneira com uma dose, impede-se ou elimina-se o crescimento do pêlo, utilizando o comprimento de onda apropriado. No caso da depilação, danifica-se o bulbo e o folículo piloso.

Desta maneira com uma dose, impede-se ou elimina-se o crescimento do pêlo, utilizando o comprimento de onda apropriado.

O comprimento de onda ideal para esta finalidade pode estar entre 700 e 1000 nm, observando determinados parâmetros.

O laser emite um comprimento de onda de 810 / 980 nm (+/- 5nm).

Telangectasias
As lesões vasculares tanto quanto as lesões pigmentadas que a priori são consideradas problemas estéticos, causam um profundo efeito negativo nas pessoas de ambos os sexos.

O laser é uma ferramenta de alta precisão que elimina estes problemas antiestéticos minimizando os efeitos secundários.

A energia do laser penetra na pele em direção as capas mais profundas, até uns 3mm abaixo da epiderme e, graças a seu software especialmente desenhado, possui flexibilidade para selecionar a dose apropriada para cada tratamento.

Esta surge da combinação de um pulso tão largo para coagular com outro suficientemente curto para não danificar a epiderme. Tudo isto somado à potência ideal.

A dose que penetra no tecido subcutâneo com pouca dispersão, permite o aquecimento efetivo da lesão, trabalhando sob o princípio de fototermólise seletiva.

Antes e imediatamente depois do tratamento Por seu comprimento de onda, a luz laser é absorvida e coagula as telangectasias e outras lesões vasculares de tonalidade escura.

O LASER tem uma excelente absorção pela hemoglobina, o que assegura uma perfeita interação com os vasos sanguíneos. A prática do resfriamento prévio e posterior ao tratamento é sumamente importante para proteger a epiderme de danos térmicos, e como analgésico.

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Cirurgiões da Clínica Mayo usam laser no tratamento de varizes

Profissionais Médicos em varios países estão incorporando a tecnologia do Laser nos procedimentos médicos com resutados favoráveis, com maior segurança e confiabilidade nas intervenções. Como exemplo, a Clinica Mayo nos Estados Unidos utiliza o Laser regularmente em seus procedimentos desde 2004. veja tradução da matéria médica divulgada pela Clinica Mayo:

Matéria divulgada em 28 de Setembro de 2004

JACKSONVILLE, Flórida -- Cirurgiões vasculares da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, estão realizando o tratamento a laser endovenoso (EVLT - endovenous laser treatment), um procedimento minimamente invasivo, em veias varicosas. O EVLT é uma alternativa à cirurgia tradicional, bem como a outros procedimentos minimamente invasivos.

Cerca de 15% dos adultos nos Estados Unidos, a maioria mulheres, têm veias varicosas. A hereditariedade, idade e gravidez são fatores de risco associados ao desenvolvimento de refluxo venoso, o distúrbio que causa veias varicosas. Além deles, a obesidade, trauma físico nas pernas e longos períodos passados em pé agravam o problema.

O refluxo venoso ocorre quando válvulas minúsculas dentro da veia se danificam, fazendo com que o sangue recue e estanque, formando uma "represa" na veia, o que resulta em dilatação. Isso causa maior dano as válvulas que estão mais à frente e a condição geral da veia piora.

A veia safena magna, de maior calibre, vai da parte interna do tornozelo à virilha. Inúmeras veias superficiais se ramificam dessa veia. Assim, o refluxo venoso na veia safena magna é, usualmente, o problema básico que está por trás dos casos de veias varicosas.

Ao paciente que se submete a um EVLT é administrada anestesia regional. A seguir, o cirurgião introduz uma agulha na veia safena magna, na altura do joelho. Guiado por ultra-som, o médico insere um fio guia metálico através da agulha e os leva pela veia até a virilha. Isso permite a colocação de um cateter e de um laser especial na veia. O cirurgião liga o laser e, lentamente, remove a fibra do laser, que, ao ser retraída, provoca o colapso da veia.

"O laser provoca a evaporação do sangue e o colapso da parede interna da veia, de forma que o sangue não pode mais fluir por ela", explica o cirurgião da Clínica Mayo, Albert Hakaim que realiza o EVLT. "A fibra do laser não precisa fazer contato com a parede da veia. Assim, não há limitação na largura da veia que pode ser tratada".

Um procedimento semelhante, que usa energia de radiofreqüência para provocar o colapso da veia, só pode ser empregado nos casos em que a veia tem até 12 milímetros de diâmetro.

Segundo Hakaim, outras vantagens do EVLT incluem um tempo mais curto de recuperação do que nos casos das tradicionais excisão da veia ou cirurgia de ligadura, um retorno mais rápido às atividades cotidianas, além de não deixar cicatrizes.

Um EVLT é realizado em menos de uma hora. Os pacientes são observados por seis horas, antes da alta. Depois podem voltar à vida normal, mas não a atividades físicas vigorosas. Usam uma pequena atadura no lugar do tratamento e uma bandagem elástica por sete dias. A maioria dos pacientes experimentam alívio imediato de seus sintomas. As estatísticas revelam que o procedimento tem uma taxa de sucesso de 98%.

A Clínica Mayo é uma instituição médica com múltiplas especialidades, localizada em Jacksonville, Flórida.

A equipe profissional da Mayo é constituída por 312 médicos, que atuam em mais de 40 especialidades, em diagnóstico, tratamento e cirurgia.

Os pacientes que precisam de hospitalização são encaminhados ao St. Luke's Hospital, que é afiliado à Mayo e dispõe de 289 leitos. A Clínica Mayo também tem unidades em Rochester (Minnesota) e Scottsdale (Arizona). Para mais informações, visite o site da Mayo www.MayoClinic.org.

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Vantagens do laser

Novas aplicações são acrescentadas ao LASER de maneira rápida, porque oferecem benefícios reais para os pacientes. Em alguns casos têm superado visivelmente os tratamentos convencionais, e em outros permitem fazer o que antes era impossível. Por isso a escolha pelos pacientes do tratamento a Laser nas intervenções.

Ao incorporar no tratamento médico o Laser , o paciente poderá oferecer ter uma nova gama de propostas terapêuticas comprovadas e recomendadas por inúmeros profissionais e instituições médicas, no campo da flebologia, fleboestética e outros tratamentos vasculares, estéticos ginecológico.

Dispor da última tecnologia no tratamento Vascular, é um diferencial que aumenta a qualidade os resultados do tratamentos.

ANTES DEPOIS

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Tratamento de varizes

O que é EVLT - ( Endovenous Vascular Laser Treatment):

O EVLT é Indicado para o tratamento de varizes de médio e grosso calibre, pode ser realizado sob várias formas de anestesia. A anestesia local é a mais indicada com uma leve sedação. Os estudos nacionais e internacionais indicam que o tratamento apresenta eficácia de 98%. Uma fibra ótica é introduzida na veia.

O Laser literalmente fecha as paredes da veia. A veia é totalmente fechada, perdendo sua função. O organismo se encarrega de redirecionar o fluxo de sangue que passava por aquela veia doente e envia para veias saudáveis. Nos casos de varizes mais profundas, como é o caso da veia safena, o Laser tem muita indicação porque evita a lesão do nervo do safeno, que está ao longo da veia safena, preserva os vasos linfáticos que causam edemas. Nos procedimentos convencionais (cirurgia aberta) algumas vezes os edemas podem ser irreversíveis. O paciente pode voltar ao trabalho no dia seguinte em três dias pode praticar exercícios, enquanto a cirurgia convencional precisa de 15 dias de repouso total. A Cirurgia para tratamento de varizes com Laser, não exige internação Hospitalar, não deixa quase nenhuma cicatriz e menos hematomas.

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Comparando métodos para o tratamento de varizes e vasos

Para o tratamento externo de Varizes e Vasos , comparamos dois métodos : o antigo método por esclerose e o Laser: Uma única sessão a Laser externo corresponde de 3 a 5 sessões de esclerose por injeção, além do que não deixa manchas roxas, o Laser pode ser feito em qualquer tipo de pele; não tem contra-indicação alguma, excluso o período de gravidez; exercícios físicos podem ser feitos no dia seguinte; tomar sol é permitido desde que se use o filtro solar; não é um procedimento invasivo e, portanto, não tem reação alérgica; O tratamento é mais rápido e mais fácil e eficaz do que a esclerose por injeção; na região dos pés e tornozelos os resultados são muito superiores a qualquer outro tipo de tratamento.

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Dr. Claudio compara os métodos

Uma única sessão a Laser externo corresponde de 3 a 5 sessões de esclerose por injeção, além do que não deixa manchas roxas, o Laser pode ser feito em qualquer tipo de pele; não tem contra-indicação alguma, excluso o período de gravidez; exercícios físicos podem ser feitos no dia seguinte; tomar sol é permitido desde que se use o filtro solar; não é um procedimento invasivo e, portanto, não tem reação alérgica; O tratamento é mais rápido e mais fácil e eficaz do que a esclerose por injeção; na região dos pés e tornozelos os resultados são muito superiores a qualquer outro tipo de tratamento disse Dr.Claudio Atsushi Yokoyama.

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Aplicações diversas do laser

Ginecologia
• Coagulação e vaporização de tumores
• Coagulação de condilomas e verrugas
• Endometriose
• Aderências
• Gravidez ectópica
• Fibromas
• Miomas
• Pólipos
• Septos

Urologia
Bexiga:
• Coagulação de tumores benignos
• Coagulação de carcinomas
• Coagulação de quistos

Ureteres e rins:
• Coagulação de tumores no ureter
• Coagulação de tumores nos rins

Uretra:
• Coagulação de condilomas
• Tratamento de estreitamento de uretra

Próstata:
• BPH (Hiperplasia benigna de próstata)
• Coagulação e vaporização

Genitais:
• Coagulação e vaporização de tumores (carcinoma peniano)
• Coagulação de condilomas e verrugas

Gastroenterologia e Proctologia:
• Desobstrução por estenose esofágica
• Coagulação de tumores de cólon e reto
• Hemorróidas
• Fissuras e fístulas anais

Pneumonologia:
• Desobstrução de brônquios através de broncofibroscópio
• Cirurgia de pulmões

ORL:
• Corte e vaporização da mucosa do paladar, adenóide e amídalas.
• Aderências nasais Estomatologia
• Gingivectomia
• Corte do freio sublingual
• Leucoplasia da língua

Odontologia:
• Clareamento dos dentes
• Redução bacteriana de canais

Traumatologia:
• Vaporização de hérnia no disco lombar

Mais informações em: www.yokoyama.com.br

Varizes - Tratamento a Laser
Miomas são tumores benignos

Matéria divulgada em 21 de Dezembro de 2009

Miomas são tumores benignos, mas precisam de cuidados. Apesar de benignos, os miomas podem apresentar incômodos.

Miomas uterinos são tumores benignos que podem trazer incômodos ou simplesmente não apresentar sintomas. Por isso, é importante visitar o médico regularmente para identificá-los, principalmente porque podem interferir até mesmo na fertilidade da mulher. Confira abaixo 12 informações sobre o problema, listados pela ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo:

1) A causa dos miomas é genética e o crescimento deles acontece, na maioria das vezes, por ação do estrógeno, hormônio produzido no ovário da mulher em idade reprodutiva.

2) Toda mulher pode desenvolver mioma. Após os 50 anos, a chance de ter é de 50%.

3) O problema pode acontecer em diferentes partes do útero e, por isso, conta com três classificações: subseroso (quando está localizado do lado de fora do útero), intramural (na musculatura do útero) e submucoso (dentro do útero).

4) Os sintomas são cólicas fortes, menstruação prolongada ou sangramento irregular.

5) O mioma pode virar um leiomiossarcoma (tumor maligno). Mas a chance é baixa: de 0,3 a 0,5%.

6) Pode interferir na fertilidade, dependendo da localização. Por isso, quando forem submucosos ou intramurais de grande volume ou localizados perto das trompas, devem ser operados.

7) O diagnóstico é realizado por meio de exames como o ultrassom e a ressonância magnética.

8) O tratamento depende do tamanho e da localização do mioma. Mas, em geral, é cirúrgico.

9) Em casos de miomas submucosos, sempre é recomendado retirá-los por histeroscopia (cirurgia em que se coloca uma câmera de vídeo por dentro do útero, sem cortes externos). Se a paciente tem algum dos outros tipos, a cirurgia é reservada àquelas com muitos sintomas ou em miomas de grande volume.

10) Podem ser usadas medicações para diminuir o tamanho do mioma, mas sempre antes de um procedimento cirúrgico.

11) Outro tratamento é a embolização, que consiste em colocar um cateter até a artéria que irriga o mioma e, então, interromper o fluxo de sangue. Dessa forma, há redução do tumor, evitando algumas cirurgias. No entanto, é indicado principalmente para mulheres com contra-indicações cirúrgicas ou com filhos e que não desejam ter mais, já que existe um risco (extremamente pequeno) de haver necrose de todo útero com necessidade de sua retirada.

12) Somente se retira o útero de mulheres com filhos e com miomas de grande volume (útero aumentado semelhante ao de uma gestação de cinco meses para cima) ou muito sintomáticos.

Tratamento de embolização de mioma : http://www.yokoyama.com.br/mioma/index.htm

Fonte da máteria: Vida e Saúde - Site www.terra.com.br 21 de dezembro de 2009, 18h16

Mais informações em: www.yokoyama.com.br

CARDIOLOGIA
Como manter a saúde do seu coração

Saiba como cuidar de seu coração e prevenir doenças a partir de 10 dicas.

1. Manter o peso ideal. Isso significa ter um IMC (índice de massa corpórea, número obtido por meio da divisão do peso pela altura ao quadrado) entre 18,5 e 25. Com um índice maior do que 25, a pessoa é considerada com excesso de peso e, acima de 30, obesa. A obesidade, que hoje atinge 13% da população brasileira, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão. Além de controlar o ganho de peso em geral, deve ser observado especialmente o aumento da gordura abdominal, associado ao aumento de triglicérides, HDL (o "bom" colesterol) baixo, e um risco ainda maior de diabetes e hipertensão.

2. Comer com qualidade e em pouca quantidade. Reduzir o consumo de gorduras trans e de origem animal, moderar no açúcar e nos carboidratos simples, aumentar a ingestão de fibras -principalmente as solúveis, que diminuem a absorção de açúcares e o nível de colesterol "ruim" no organismo. Além disso, a menor ingestão de calorias totais (não importa a fonte) não só evita o excesso de peso como também está associada ao aumento da expectativa de vida.

3. Controlar o consumo de sal. Estima-se que entre 15% e 20% da população é sensível ao sal, apresentando maior risco de ter hipertensão -conhecida como "doença silenciosa", porque pode se desenvolver por anos sem que o indivíduo perceba os sintomas- que é um importante fator de risco de infartos. No Brasil, média de consumo de sódio total (incluindo sal de cozinha e alimentos industrializados) é de 12 gramas diárias, o dobro da quantidade recomendada pelos médicos para pessoas saudáveis e três vezes a quantia preconizada para quem tem hipertensão grave ou complicações cardiovasculares.

4. Praticar atividades físicas. Além de controlar o ganho de peso, a atividade física de intensidade de leve a moderada, praticada de três a cinco vezes por semana por, no mínimo, 30 minutos, melhora a pressão arterial, diminui a sensibilidade à insulina e o risco de formação de tromboses e "economiza" o coração, modelando-o para trabalhar mais devagar e de forma mais ritmada. Os mais recomendados são os exercícios dinâmicos (aeróbicos) como caminhada, ciclismo e natação.

5. Largar o cigarro e, na medida do possível, ficar longe de ambientes de fumantes. O cigarro aumenta o risco de trombose e é um fator desencadeador de infarto e AVC (acidente vascular cerebral). O fumante passivo também está exposto a esses riscos, evidentemente em menor grau. Superadas as dificuldades de parar de fumar, os benefícios surgem rapidamente: os riscos cardiovasculares atribuídos ao cigarro diminuem em 50% seis meses após o abandono do vício e são zerados após cinco anos sem fumar.

6. Checar, periodicamente, a pressão arterial. Segundo estudos feitos nos Estados Unidos, quase 1/3 dos hipertensos não sabe que tem a doença. A pressão deve ser medida desde a primeira infância, durante as consultas de rotina no pediatra. A partir dos 40 anos, recomenda-se a medição de pressão duas vezes por ano, pelo menos; depois dos 65 anos, ela deve ser medida a cada três meses. Estima-se que 90% das pessoas com mais de 55 anos desenvolvam algum grau de hipertensão.

7. Checar, em exames laboratoriais, os níveis de colesterol total, LDL, HDL, triglicérides e glicemia. O mais comum é que, em pessoas saudáveis e sem fatores de risco, esses exames comecem a ser feitos periodicamente a partir dos 40 anos. Se não houver alteração ou outros fatores de risco, o exame deve ser refeito a cada cinco anos. Mas a tendência, segundo as orientações mais recentes das sociedades médicas, é começar a medir o colesterol mais cedo - uma primeira medição pode ser feita aos dez anos, principalmente em crianças com tendência à obesidade.

8. Administrar o estresse. Esse é mais do que causa imediata, um gatilho para o desencadeamento de doenças cardiovasculares. Em situações estressantes, o organismo reage aumentando a freqüência cardíaca e a quantidade de açúcar no sangue, entre outras coisas. Se há predisposição para distúrbios cardiovasculares ou diabetes, por exemplo, essas situações podem propiciar o surgimento da doença.

9. Procurar tratamento médico quando há fatores de risco ou doença já estabelecidos, como colesterol alto, hipertensão e diabetes. A adoção de bons hábitos alimentares e de vida torna-se ainda mais importante nesses casos, mas não costuma ser o suficiente para melhorar o problema. São indispensáveis o tratamento e o acompanhamento médico feito de forma regular e, em longo prazo e a aderência do paciente à terapia prescrita.

10. Amar e ser amado, dar risada, sair da rotina, ser feliz. Tudo o que é bom para a saúde da mente interfere diretamente na saúde do coração. Aprender a viver com menos ansiedade, tristeza ou mau humor pode evitar e adiar o aparecimento de doenças e, quando elas já estão instaladas, facilitar o seu controle.

Fonte: www.uol.com.br

Dicionário da Hemodinâmica

Aneurisma: dilatação e protusão localizada da parede de um vaso (principalmente artéria) ou do coração, decorrente de uma fragilidade estrutural local.

Angina: também chamada de angina do peito ou angina pectoris. Caracteriza-se por dor intensa no peito, geralmente do tipo constrictiva, com frequência irradiada para a parte interna do braço esquerdo, provocado, quase sempre, por uma diminuição no fluxo de sangue que irriga o coração.

Aorta: grande artéria que nasce do ventrículo esquerdo do coração e que transporta sangue arterial para suprir todo corpo humano.

Aorta abdominal: porção abdominal da aorta. Aorta torácica: segmento torácico da aorta, que é dividido em porção ascendente, transversa e descendente torácica.

Aortoplastia: consiste na dilatação de estreitamento na aorta, por Ex:. coarctação congênita da aorta.

Angiocardiografia: visualização da luz dos vasos e das cavidades cardíacas utilizando-se uma substância contrastante. Desta forma podemos analisar a presença ou não de defeitos cardíacos congênitos, lesões em válvulas cardíacas e a função contrátil do músculo cardíaco.

Angiografia: visualização da luz do vaso ao injetar contraste radiológico.

Angioplastia: técnica não cirúrgica para tratamento de doenças arteriais. Consiste em insuflar temporariamente um cateter-balão no interior do vaso para corrigir um estreitamento.

Angioplastia Coronária Percutânea: é uma técnica não cirúrgica para desobstrução de artérias coronárias em casos selecionados. Trata-se de um cateter com um balão insuflável em sua extremidade que é colocado ao nível da lesão, dentro da artéria coronária. Em seguida o balão é distendido de forma controlada comprimindo a placa aterosclerótica contra a parede do vaso, aumentando a luz do mesmo, permitindo a adequada passagem do sangue para o leito distal arterial.

Arritmia Cardíaca: ou disritmia cardíaca. Anormalidade no batimento cardíaco. Diversos são os tipos de arritmia cardíaca.

Artérias: são os vasos que transportam o sangue do coração para todo o corpo humano.

Artérias Coronárias: são os vasos que irrigam o coração com sangue rico em oxigênio e nutrientes.

Arteriografia: opacificação com contraste de uma artéria qualquer do corpo humano.

Arteriografia seletiva: opacificação seletiva de uma artéria, por exemplo: arteriografia renal seletiva.

Arteríolas: pequenos ramos arteriais que regulam a resistência ao fluxo sanguíneo. Estruturalmente suas paredes são ricas em fibras musculares e também são conhecidos como vasos de resistência, pois quando se contraem aumentam a pressão arterial do sangue.

Ateroma: depósito de gordura, calcificada ou não, que causa estreitamento do vaso sanguíneo. Também conhecida por Placa de Ateroma ou Placa Aterosclerótica.

Atriosseptostomia: técnica em que se utiliza um pequeno cateter balão para promover a abertura (ruptura) do septo interatrial, tracionando-se o cateter desde o átrio esquerdo até o direito. Utilizado em recém-natos com cardiopatia congênita muito grave, em que se faz necessário uma melhor mistura do sangue arterial e venoso, para manutenção da vida enquanto aguarda o melhor momento de uma cirurgia cardíaca reparadora.

Capilares: vasos sanguíneos microscópicos que se situam entre arteríolas e vênulas, isto é entre artérias e veias, que distribuem o sangue oxigenado para os tecidos do corpo.

Cardiologia: é o estudo do coração e sua função tanto na saúde como na doença.

Cardiovascular: relativo ao coração e aos vasos sanguíneos. O Coração e todos os Vasos Sanguíneos do Corpo constituem o Sistema Cardiovascular. O Sistema Circulatório está constituído pelo Coração, Vasos Sanguíneos e Circulação do Sangue.

Cardioversão: uma técnica em que se aplica um choque elétrico no torax para reverter uma anormalidade do batimento cardíaco, utilizando-se um aparelho chamado cardioversor.

Cateterismo Cardíaco: método em que se punciona ou disseca uma veia ou artéria periférica e se introduz um tubo fino e flexível, chamado cateter até os grandes vasos e o coração, com a finalidade de se analisar dados FISIOLÓGICOS (pressões cavitárias, obter amostras de sangue para dosagem do oxigênio), FUNCIONAIS (débito cardíaco, volumes ventriculares) e ANATÔMICOS (trajeto de cateter e injeção de contraste). Apesar da história e do exame físico do paciente, eletrocardiograma, Rx, prova de esforço, medicina nuclear e ecocardiograma, etc., fornecerem consideráveis dados sobre a função cardíaca, o cateterismo cardíaco utilizando as várias técnicas acima descritas é usado para se obter a maior quantidade de informações possíveis com o objetivo de se conseguir um diagnóstico exato e, assim, decidir qual o tratamento mais adequado.

Cateterismo Cardíaco Diagnóstico: quando o procedimento visa apenas o diagnóstico e a quantificação de lesões quando presente.

Cateterismo Cardíaco Direito: quando se utiliza uma veia do braço ou da perna, progredindo-se o cateter até a veia cava superior ou inferior, átrio direito, ventriculo direito, tronco e ramos da artéria pulmonar e leito distal da circulação pulmonar para registro de pressão "capilar".

Cateterismo Cardíaco Esquerdo: também chamado de cateterismo cardíaco retrógrado, em que se utiliza uma artéria periférica e se progride o cateter sob visão direta fluoroscópica até a raiz da aorta e cavidade ventricular esquerda.

Cateterismo Cardíaco Terapêutico: quando o procedimento visa o tratamento de um defeito cardíaco.

Cianose: tonalidade azulada que assume a pele e mucosas em determinadas condições, geralmente devido ao aumento da hemoglobina reduzida no sangue circulante. É encontrada em recém-natos com defeitos congênitos do coração. Mais raramente está relacionada a presença de outros pigmentos.

Cineangiocardiografia: visualização da luz de um vaso sangüíneo ou de cavidade cardíaca utilizando substância contrastante ao Rx, documentada em filme de 35mm.

Cineangiocoronariografia: visualização da luz das artérias coronárias com a substância contrastante ao Rx, em filme de 35mm.

Circulação Colateral: fina rede de vasos que se forma, próximo ao local da obstrução de um vaso maior, na tentativa do organismo de manter o fluxo sanguíneo ao leito distal comprometido.

Contraste: substância que se injeta para visualização dos vasos sangüíneos e estruturas cardíacas. Existem várias substâncias contrastantes.

Coronária: nome dado às artérias que irrigam o músculo cardíaco.

Coronariografia: O mesmo significado que a cineangiocoronariografia, cinecoronariografia e coronariografia têm.

Débito Cardíaco: volume de sangue que é bombeado pelo coração no sistema circulatório, por minuto.

Dissecção aórtica: é a separação longitudinal e circunferencial da camada média da parede da aorta em extensão variável.

Desfibrilador: aparelho eletrônico utilizado para reverter uma fibrilação atrial ou ventricular em um ritmo cardíaco normal.

Endarterectomia: remoção cirúrgica de uma placa (aterosclerótica) situada na luz de uma artéria.

Endocárdio: membrana que reveste a superfície interna do coração.

Endotélio: revestimento interno dos vasos sanguíneos.

Epicárdio: membrana que reveste a superfície externa do músculo cardíaco.

Fibrinolíticos: drogas utilizadas para dissolver coágulos sanguíneos recentes, também chamadas de drogas trombolíticas. São utilizadas nas primeiras horas do infarto agudo do miocárdio para dissolver o coágulo que está obstruindo o fluxo arterial coronário. Promove a desobstrução do vaso em 80% dos casos. As drogas mais utilizadas em nosso meio são a estreptoquinase e o actylise.

Fração de Ejeção: representa o percentual do volume ventricular diastólico final que foi ejetado na sístole.

Hemodinâmica: estudo dos movimentos e pressões da circulação do sanguínea.

Infarto do Miocárdio: área do musculo cardíaco danificada por um inadequado suprimento de sangue arterial. Por ex.: obstrução total de uma ramo arterial coronário.

Insuficiência Cardíaca: incapacidade do coração de enviar quantidade de sangue suficiente para as necessidades metabólicas dos tecidos do corpo humano.

Intravenoso: situado dentro de uma veia.

Isquemia: diminuição do fluxo de sangue para um orgão, geralmente devido a constricção ou obstrução parcial de uma artéria.

Isquemia Silenciosa: episódio de isquemia cardíaca sem manifestação de dor torácica.

Manometria: medida dos eventos pressóricos tanto em cavidades do coração como nos grandes vasos. O seu registro em papel também é conhecido como curva pressórica.

Miocárdio: músculo cardíaco que forma as paredes do coração. A sua contração ritmica impulsiona o sangue das cavidades ventriculares para as grandes artérias.

Marca-Passo Cardíaco Artificial: pequeno aparelho implantável cirurgicamente para restaurar o ritmo cardíaco a normalidade.

Regurgitação: refluxo anormal do sangue através de uma valva cardíaca defeituosa e incompetente.

Risco Coronário: um elemento ou condição que envolve um risco aumentado ou perigo de doença coronária. Os Fatores de Risco Coronário estão relacionados com um acréscimo na chance de desenvolver uma doença obstrutiva arterial coronária, principalmente quando associados. Os Fatores de Risco clássicos são: Dislipidemia, Tabagismo, Hipertensão arterial, Diabetes Mellitus, Obesidade e Sedentarismo.

Sistema de Condução do Coração: fibras musculares especializadas que conduzem os impulsos elétricos para todo o músculo cardíaco.

Stent Coronário: são molas ou malhas, na maioria de aço inoxidável, que colocados nas artérias coronárias, nos locais onde existem lesões, servem para manter as paredes do vaso afastadas entre si e manter a placa de gordura aderida à parede. São utilizados em angioplastias em que o vaso oclui agudamente e também com a finalidade de diminuir a reestenose pós angioplastia. A sua introdução na artéria se faz utilizando um cateter balão, ao qual ele é sobreposto. Ao nível da lesão, insufla-se o balão distendendo o stent. Após a desinsuflação do balão, retira-se o cateter, ficando o stent devidamente posicionado.

Valva Cardíaca: ou válvulas cardíacas, são aparelhos que regulam a direção do fluxo sanguíneo no interior do coração e nos grandes vasos que emergem dos ventrículos direito e esquerdo do coração. A Valva Tricúspide regula a direção do fluxo do átrio direito para o Ventrículo direito, a Valva Pulmonar direciona o fluxo do Ventrículo direito para o interior de ambos os pulmões, a Valva Mitral que regula o fluxo do Átrio esquerdo para o Ventrículo esquerdo (sangue arterializado que vem dos pulmões) e a Valva Aórtica que mantém o fluxo do Ventrículo esquerdo para a Aorta Ascendente.

Valvoplastia com Cateter Balão: utiliza-se cateteres balões que ao serem distendidos ao nível de válvulas estreitadas (estenóticas): pulmonares, mitrais, aórticas, tricúspides, determinam a abertura das mesmas.

Veias: vasos que transportam o sangue do corpo para o coração.

Fonte: www.hemodinamica.com.br

Introdução do trabalho de Pós Graduação da enfermeira Rosa Antunes

Introdução

Face à importância da existência de parâmetros para a sistematização dos cuidados de enfermagem aos pacientes submetidos ao cateterismo cardíaco, fica caracterizada a necessidade da disponibilização de trabalhos científicos relacionados ao tema, com vistas a subsidiar o estabelecimento de rotinas e procedimentos-padrão de cuidados de enfermagem, minimizando os efeitos decorrentes da falta de sistematização, especificamente, de cuidado relacionado ao cateterismo cardíaco, que, de maneira geral, redundará na melhoria do resultado final, gerando maior conforto e melhor qualidade de vida ao paciente submetido.

O cateterismo cardíaco é um procedimento invasivo utilizado para avaliação, diagnóstico e controle de pacientes com doenças cardíacas. Realizado no Laboratório de hemodinâmica em pacientes ambulatorias ou internados, tem como indicação confirmar ou definir a extenção da cardiopatia, determinar a gravidade da doença, bem como analisar a presença ou ausência de condições relacionadas. “O cateterismo cardíaco permanece como um procedimento eficaz para a avaliação e diagnóstico da doença coronária” (Juliane Umann, 2008, p. 1).

Nesse sentindo as ações de enfermagem voltadas ao paciente submetido ao cateterismo cardíaco são indispensáveis para o estabelecimento de condições seguras, além da promoção e adaptação à nova condição de vida destes pacientes e seus cuidadores. Os cuidados de enfermagem para com os pacientes que realizam o cateterismo cardíaco devem ser direcionados para a prevenção e detecção precose de complicações e, desta forma, possibilitar intervenções rápidas e adequadas.

Enfermeira: Rosa Antunes
27/05/2009


English version
Introduction

The nursing should elaborate the parameters for the systemization of the nursing cares to the patients submitted to the heart catheterism (The operation of introducing the catheter), the community needs the publication of scientific works related to the theme of heart catheterism, to give support to the services of health with the standard of nursing cares routines of procedures to the catheterism patient, that will implicate in the improvement of the final result, generating larger comfort and better life quality to the patient of Catheterism.

The heart catheterism is an invasive procedure, the procedure is accomplished for diagnosis and patients' control with heart diseases. The procedure is set up in the hemodynamic area for patients, they come from the clinics or interned, the procedure can indicate or to define the cardiac condition, to determine the gravity of the disease, to analyze the presence or absence of related conditions. The heart catheterism is an effective procedure for the evaluation and diagnosis of the coronary diseases” (Juliane Umann, 2008, p. 1).

The actions of the nursing to the patient of the heart catheterism are indispensable for the maintenance of the safe conditions to the patient, The cares of the nursing for the patients of the heart cateterismo are for the prevention and detection of the complications and it also makes possible fast and safe interventions.

Nurse: Rosa Antunes
05/27/2009

Movimento do equipamento de Hemodinâmica
Uva de vinhos uruguaios protege mais as coronárias

Ninguém precisa de outros bons motivos para abrir uma garrafa do vinho tinto produzido com a cepa de uvas Tannat, além do alto teor alcoólico e dos aromas "de frutas vermelhas". Cientistas britânicos, no entanto, acrescentaram mais um à lista: a variedade é uma das que mais protegem o coração.

Os produtores do Uruguai vão adorar a notícia publicada na edição de hoje da "Nature". O país é o principal reduto da uva, originária da França. Após a introdução da Tannat em 1870, a cepa responde pela maior parte dos 95 milhões de litros produzidos ali anualmente.

O grupo de Roger Corder, da Queen Mary University, investigou vários compostos do vinho tinto -os chamados polifenóis- candidatos a maiores responsáveis pela já comprovada proteção. A pesquisa queria saber quais frações dos polifenóis mais inibiam em certas células das artérias coronárias a produção da endotelina-1 (ET-1), um vasoconstritor. O composto capaz de reduzir sua quantidade deve facilitar o fluxo de sangue.

A análise química indicou que os polifenóis mais ativos do vinho tinto são as procianidinas-taninos condensados presentes em alta concentração, até um grama por litro, em vinhos Tannat. Os britânicos compararam vinhos de regiões européias de alta longevidade na população com vinhos de outras partes. Chegaram à Província de Nuoro, na Sardenha, e ao Departamento de Gers, no sudoeste francês, ambos detentores de invejáveis expectativas de vida, em particular entre homens.

Além da predileção por Tannat, sobrevivem aí métodos tradicionais de produção vinícola, que favorecem a extração de procianidinas das sementes de uva. Seus vinhos tinham 2 a 4 vezes mais atividade biológica e concentração dessas substâncias que outros estudados.

Fonte: Folha Online

NEUROLOGIA
O que é neurorradiologia intervencionista ?

A Neurorradiologia Intervencionista (NRI) é a uma nova área de atuação médica, cujo objeto de interesse é o conjunto de doenças intracranianas, da região da cabeça e pescoço e da coluna vertebral tratáveis por via endovascular ou percutânea (anexo 1). Corresponde a uma importante opção à cirurgia convencional no tratamento de diversas doenças, apresentando inúmeras vantagens, como menor grau de invasibilidade, recuperação mais rápida do doente, menor tempo de hospitalização e menor risco de infecção hospitalar.

Médico especialista para contato: neuro@viamed.com.br

Angiografia cerebral

A angiografia digital é considerada o padrão-ouro para o estudo das artérias e veias intracranianas. Muitas são as situações clínicas que exigem a sua realização, como as hemorragias intracranianas, que evocam a presença de um aneurisma ou de uma MAV, e os acidentes vasculares isquêmicos, cuja principal causa é a aterosclerose das artérias cervicais. Além de ser útil no diagnóstico de doenças, é sempre realizada imediatamente antes e após qualquer intervenção terapêutica, além de permear todo o procedimento neuro-intervencionista em si.

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Aneurismas intracranianos (AI)

Aneurismas são dilatações anormais das artérias. Sua origem ainda não está totalmente esclarecida. Porém, distúrbios hemodinâmicos, traumatismos, infecções e distúrbios genéticos podem estar implicados.

Estima-se que a incidência do aneurisma intracraniano seja por volta de 1% da população. Raramente provoca sintomas antes de romper. Quando rompe, no entanto, causa um quadro clínico dramático conhecido como hemorragia subaracnóidea (HSA). Pode ocasionar também um hematoma intra-parenquimatoso, que é a presença de um coágulo no cérebro, tronco cerebral ou cerebelo.

A HSA é uma urgência médica, com alta taxa de mortalidade e morbidade. Cerca de 30% dos pacientes com HSA morrem antes de serem socorridos; metade dos sobreviventes morre ou apresenta seqüela grave nos dias subseqüentes. Assim, é indiscutível a necessidade de tratamento de um AI roto, em regime de urgência. Muitos AI que ainda não romperam têm indicação de tratamento, justamente pelo risco de ruptura.

Tradicionalmente, os aneurismas eram tratados apenas cirurgicamente, através da clipagem de seu colo. Atualmente, está demonstrada a superioridade no tratamento por via endovascular 1, que é conhecido como embolização.

Nos países desenvolvidos, são embolizados cerca de 50 a 85 % de todos os pacientes com AI. No Brasil, estima-se que cerca de 10% do pacientes com AI são tratados por esta via.

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Neuro / Má-formações artério-venosas (MAV)

MAV é uma patologia rara que se caracteriza pela presença de um enovelado de pequenos vasos malformados, chamado de nidus. Este é nutrido por artérias e drenado por veias. A MAV não participa da irrigação de nenhuma região cerebral e propicia a passagem mais ou menos direita do sangue da artéria para a veia (shunt).

Os vasos sangüíneos que compõem o nidus são mais propensos à ruptura. Daí, o risco de hemorragia intracraniana ao qual estão submetidos os pacientes portadores de MAV. Ruptura é a complicação mais grave desta doença. Outros sintomas da MAV são convulsões, cefaléia e, menos freqüentemente, déficit neurológico.

Modernamente, a conduta terapêutica nestes pacientes deve ser multidiciplinar, considerando-se as possibilidades dos tratamentos endovascular, cirúrgico e radioterápico. Os tratamentos propostos dependem da localização, das dimensões e das características de nutrição e drenagem da MAV.

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Tumores intracranianos

Diversos são os tumores intracranianos e da cabeça e pescoço que podem ser tratados no período pré-operatório por via endovascular. A embolização tem como objetivo reduzir ao máximo a vascularização todo tumor, para que o cirurgião tenha boas condições cirúrgicas, com redução da possibilidade de hemorragias intra-operatórias, diminuição do tempo de cirurgia e a melhora da recuperação no período pós-operatório.

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Doença ateromatosa das carótidas e artérias intracranianas

A doença ateromatosa das artérias cervicais e intracranianas é considerada um problema de saúde pública, já que é a causa direta da maioria dos acidentes vasculares isquêmicos encefálicos (infartos isquêmicos).

Os infartos isquêmicos correspondem à terceira causa de morte nos EUA, só perdendo para as doenças cardiovasculares e para as neoplasias. Apresentam uma grande morbidade, com inestimáveis prejuízos para o paciente e custo para a sociedade.

O tratamento pode ser clínico, cirúrgico ou endovascular. O tratamento endovascular é a angioplastia com colocação de stent. O objetivo é recuperar a luz normal da artéria, estreitada pela placa ateromatosa, propiciando correta irrigação cerebral.

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Fístula carótido-cavernosa (FCC)

FCC corresponde a comunicações anômalas entre a porção intracavernosa da artéria carótida interna e o seio cavernoso. O seio cavernoso (uma estrutura localizada atrás da órbita) recebe sangue com alta pressão, provocando dilatação da veia oftálmica, com conseqüente proptose pulsátil (projeção do olho, que pulsa conforme o batimento cardíaco), quemose (vermelhidão) e baixa da acuidade visual.

É causa mais freqüentemente por traumatismo pregresso (às vezes aparentemente desprezível), e à ruptura de um aneurisma intracavernoso da carótida interna. São consideradas urgências médicas, pois podem levar, além dos sintomas descritos acima, perda visual definitiva e hemorragia intracraniana.

A via endovascular é a primeira escolha para o tratamento destes paciente.

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Vertebroplastia percutânea e outros tratamentos da coluna vertebral

A vertebroplastia é uma nova técnica no tratamento de pacientes com dor de origem óssea da coluna vertebral. Consiste na abordagem percutânea do corpo vertebral acometido através de agulhas calibrosas e introdução de um cimento cirúrgico, com o objetivo de re-estabelecer a estabilidade da coluna vertebral.

Tipicamente, é indicada nos casos de fratura do corpo vertebral por osteoporose, nos hemangiomas vertebrais e nas metástases para a coluna vertebral.

Os resultados são bastante favoráveis. Muitos pacientes acamados, com dor crônica, reassumem seus estilos de vida habituais.

Além do tratamento da vértebra, a NRI possui técnicas bastante eficazes para o tratamento da dor de origem na articulação da coluna (artrose interapofisária) e no disco intervertebra.

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Neuro radiologia intervencionista (NRI) e seu impacto na saúde pública

Um dos carros-chefe da atuação da NRI, em termos de Saúde Pública, é o aneurisma intracraniano. Assim, a seguir, focaremos esta patologia.

A prevalência estimada de AI é de 1 a 2% da população. A taxa anual média de ruptura é de 1%. A incidência de HSA por ruptura de AI é de 4,5 a 12 casos / 100.000 habitantes / ano.

Assim, numa população como a da Grande São Paulo, espera-se 675 a 1800 novos casos de HSA por ano. No Estado de São Paulo, com seus 37 milhões de habitantes, espera-se 1670 a 4450 novos casos por ano.

Contrasta-se com este dado a informação de que, em 2003, apenas 35 pacientes foram tratados por via endovascular no Estado de São Paulo, conforme dados do DATASUS.

Assim, há um grande potencial de crescimento neste mercado.

O ISAT (International Subarachnoid Aneurysm Trial) foi publicado em outubro/2002 e revisado em 2005, tendo demonstrando a eficácia do método endovascular no tratamento de AI, e suas vantagens sobre o método convencional. Dentre elas, demonstrou-se uma redução absoluta e relativa em um ano de 8,3% e 30%, respectivamente, na incidência de dependência e morte no grupo endovascular em relação ao grupo cirúrgico. Menor tempo de internação (um paciente com diagnóstico fortuito de AI freqüentemente tem alta hospitalar com 48h), ausência da necessidade de antibioticoterapia profilática, risco de infecção hospitalar praticamente nulo e tempo cirúrgico menor são algumas das vantagens do método endovascular.

LISTA DE PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS EM NRI:

• Aneurisma intracraniano
• Malformação artério-venosa intracraniana e medular
• Fístula dural intracraniana e medular
• Fístula carótido-cavernosa
• Doença ateromatosa de carótida
• Doença ateromatosa de vertebrais
• Doença ateromatosa intracraniana
• Tratamento do vasoespasmo cerebral
• Tumores cervicais e intracranianos
• Trombólise intra-arterial
• Testes funcionais
• Vertebroplastia e cifoplastia percutânea
• Discografia, nucleólise, nucleotomia
• Malformações vasculares superficiais

Médico especialista para contato: neuro@viamed.com.br

Angioplastia de Carótida com proteção